Texto:
Lm 5:21, 22 - "Senhor converte-nos a ti, e seremos convertidos; renova os nossos
dias como antes; se é que não nos tens de todo rejeitado, se é que não estás
sobremaneira irado contra nos.".
NVI “Restaura-nos
para ti, Senhor, para que voltemos; renova os nossos dias como os de antigamente,
a não ser que já nos tenhas rejeitado completamente e a tua ira contra nós não
tenha limite!”
Introdução:
Sem dúvida alguma, o profeta
Jeremias é quem escreveu o livro de lamentações ou tenha dito o que fosse escrito. Lamentações: era justamente isto que o profeta
fez durante todo seu ministério e principalmente, enquanto via seus compatriotas serem levados em cativeiro pelos babilônicos. O servo do
Senhor é lembrado como o profeta "chorão", e suas lágrimas não foram por motivos egoístas, por uma perda ou sofrimento pessoal. Jeremias chora e lamenta
porque seu povo rejeitou o Senhor e que por repetidas vezes procurou a benção de Deus para o
seu povo. Mas, as autoridades, reis e sacerdotes, não deram importância às
mensagens de Deus através do profeta; e assim muitos foram levados aprisionados
e acorrentados; os portões foram queimados e removidos; e os muros destruídos.
Toda aquela tragédia acontece porque Israel havia abandonado as leis e virado as costas para Deus, não obedecendo aos seus mandamentos. A nação de Israel preferiu seguir o caminho
da autoconfiança e aliança com nações que no passado eram inimigas (é um perigo
o relacionamento amigável com o mundo). Porém temos a certeza de que nossa
confiança não deve estar firmada no homem, no governador, no presidente, mas
devemos sim depositar toda nossa confiança no único Deus verdadeiro que tem
todo poder e pode tudo resolver.
Jeremias lamentou aquela
situação, porém ele acreditava de coração, que o amor e a misericórdia de Deus
pelo povo Israel é tão grande que ele próprio declarou: "as tuas misericórdias (Deus) são as causas (as razões, os motivos) de não sermos destruídos" (3:28).
Contudo, o profeta, termina suas lamentações com
uma oração, confiante e esperançoso por um futuro melhor para os judeus; e pede
a Deus "Senhor converte-nos a ti, e seremos convertidos..."
(5:21a). O profeta pediu que o Senhor Deus aceitasse de volta a sua nação
e perdoasse o seu povo; por certo, Jeremias bem conhecia a promessa feita por
Deus, quando na inauguração do templo, em resposta a oração do rei Salomão: “E se
o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha
face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e
perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (II Crônicas 7:14).
Jeremias então, roga a Deus por restauração dizendo: "... renova os nossos dias
como antes" (5:21b).
A renovação espiritual genuína é
uma das mais urgentes necessidades do povo de Deus na atualidade, pois Jesus
está próximo de arrebatar a sua igreja, os seus escolhidos. Se nos sentimos
fracos, precisamos clamar para que Ele renove nossas forças; se, estamos
desanimados, precisamos clamar para que nos dê um novo ânimo; se,
falhamos, precisamos clamar para que nos perdoe e restaure nossa comunhão; se, estamos
vencidos pela tristeza, precisamos clamar para que nos dê alegria da salvação; se nos
afastamos dEle, precisamos retornar à Sua presença como filhos pródigos e
vivermos em adoração; em espírito e em verdade.
Há inúmeros crentes que estão em
decadência espiritual; tinham prazer na leitura da bíblia, eram fervorosos na
oração, assíduos nas reuniões, ativos na obra de Deus, interessados na
contribuição, mas se descuidaram, e hoje vivem quase que totalmente afastados,
sem compromisso. Sem priorizar o Reino de Deus, mas envolvidos em questões seculares! Provavelmente algum pecado os dominou; totalmente absorvidos
em seus próprios interesses, se tornaram céticos e surdos à voz de Deus, insensíveis ao agir
do Espírito Santo.
Procura
urgente reconhecer sua situação e te humilha; clama a Deus por sua graça e
misericórdia! Pois, hoje é dia de Deus mudar a história da sua vida! O único
caminho apontado na Bíblia para que Deus opere e restaure é a humilhação; de coração e joelhos dobrados perante o Senhor! A falta de convencimento da necessidade que temos, é um grande embaraço que impedi o agir de Deus.
Só
quando nos humilhamos e pedimos sinceramente, é que Deus inicia sua obra restauradora.
Citação: Charles G. Finney, um importante
avivalista usado por Deus no século 19, dissera: "A maior necessidade de nossos dias é o Poder do Alto".
Assim como a nação de Israel e a Igreja no século 19. Hoje, em pleno século 21, precisamos poder maravilhoso que nos trás renovação
espiritual.
Quais
são, as áreas de nossa vida que mais precisam de Restauração?
I
- Precisamos que Deus restaure nossa comunhão:
A meta de Satanás é dedicar-se em tirar o
crente salvo da perfeita e agradável comunhão com Cristo. O inimigo sabe que é
impossível tentar contra a nossa vida, pois se assim pudesse ele nos mataria.
Mas, como não pode, ele tenta prejudicar nossa comunhão através de sentimentos
levianos, um pequeno descuido, uma preocupação, uma desobediência, ou um pecado
qualquer, mesmo que nos pareça insignificante, nos rouba a visão de Deus; e
então perdemos o senso de Sua presença, a luz de Sua direção e a doçura de Sua graça. O profeta Isaias declarou que “os vossos pecados fazem
separação entre vós e vosso Deus” (Is 59:2). Por isso, Ele enviou o
Cordeiro para “tirar o pecado no mundo” e assim reconciliar o homem caído com
o seu Criador, restaurando a comunhão perdida por causa do pecado.
Ilustração:
Os
evangelhos nos contam a história da queda de Pedro como advertência quanto ao
perigo de falharmos de modo idêntico. Os passos da derrota de Pedro são
claramente indicados no capitulo 14 de Marcos:
- Confiança em si próprio, v 29 “não
negarei o teu nome” (eu sou capaz, sou uma pessoa equilibrada).
- Descuido na oração, v.37 “achou-os
(Pedro, Tiago e João) dormindo”; (negligencia na oração).
- Seguir Jesus de longe, v.54 “e
Pedro o seguia de longe”;
- Comunhão com os ímpios, v.67 -
(Pedro foi reconhecido quando estava se esquentando em volta da fogueira) “BEM-AVENTURADO
o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios,... nem se assenta na roda
dos escarnecedores” (Salmos 1:1). Não se envolva com
os atrativos do mundo moderno a ponto de comprometer sua comunhão com Jesus.
Pedro negou o seu mestre até com
blasfêmias perante uma escrava e a seguir chorou amargamente a sua ingratidão.
Depois de um encontro com Jesus, o Mestre lhe fala ao coração com a pergunta: Pedro,
tu me amas? Pedro então é restaurado; chora arrependido e declara o seu
amor para com o Mestre.
A palavra de Deus revela que
abandonar o pecado é a condição indispensável para que o homem volte para a
perfeita comunhão com o Pai. “Quem encobre as suas transgressões nunca
prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28:13).
Quando restauramos nossa comunhão
com Deus, automaticamente é restaurada a comunhão com os irmãos em Cristo. O
apóstolo João esclarece-nos: “Se dissermos que temos comunhão com Ele e
andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade. Mas se andarmos na
luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu filho,
nos purifica de todo pecado” I (João 1: 6,7).
II - Precisamos que
Deus restaure nossa alegria:
O profeta Jeremias procura
retratar o estado desolador da nação de Israel naqueles dias de cativeiro; e
declarou com sinceridade “... cessou o gozo (alegria) de nosso
coração" (5:1). Então o
profeta, humilhado e comovido, apela para Deus: "Renova os nossos
dias como antes” (v.21b). A nação de Israel antes de pecar e ser levada
em cativeiro; vivia em completa alegria e comunhão com Deus. O profeta tem na
memória o passado histórico e feliz da nação quando em comunhão e temor a Deus;
expressava alegria nas festas estabelecidas pelo próprio Deus, onde o povo
celebrava e adorava a Deus. Nenhum mal lhes atingia, as nações tinham medo de
enfrentar os judeus e tinham prosperidade, alegria e paz, porque Deus sempre
lhes garantiu a vitória.
Só
podemos experimentar alegria completa e tranqüilidade quando estamos em
comunhão perfeita com Deus.
Ilustração: Ao acompanharmos as narrativas
da vida do rei Davi no primeiro livro de Samuel, encontramos constantemente a
expressão: “O Senhor era com ele”, “Pelo que o Senhor o
fortaleceu”, “Tornou-se grande”, etc. Mas, quando cometeu
o terrível pecado que constituiu o ponto negativo de sua vida, lemos: “Mas
o que Davi fez, desagradou a Deus” (2Sm
11:27b). E o rei que antes vivia feliz e tranqüilo sob a proteção divina,
agora passa a sofrer os desastrosos efeitos da sua transgressão. No Salmo 32
faz confissão: “... porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor
se tornou em sequidão e estio...” (v.4). Ele confessa seu pecado e
profundamente arrependido e humilhado clama a Deus: “Torna a dar-me a alegria
da tua salvação” (Sl 51:12). Depois de ter experimentado a purificação
de seus pecados ele afirma: “Na tua presença há fartura de alegria” (Sl
16:11). Somente após ter confessado o seu pecado é que Davi teve a
alegria da salvação restabelecida.
Note-se a alegria do salmista no
Salmo 122: Antes de ir à Casa do Senhor, ele já estava alegre. Alegria deve ser
constante entre o povo de Deus.
Ilustração: Certa menina, num dia de Natal,
estava hospitalizada. De seu quarto ouviu os cânticos natalinos entoados numa
igreja próxima e entregou sua vida a Cristo. Depois conseguiu ouvir também a
pregação transmitida por alto-falante. Tendo tido alta, disse à enfermeira:
“Como foi bom! É maravilhoso crer em Cristo”. A enfermeira respondeu: “Essa é
uma história antiga”. “Mas você não a conhece”, respondeu a menina. “Como é que
você acha?” Indagou a enfermeira. “Pela sua expressão”, disse a menina. “Você
está sempre triste”. A menina estava certa: “Jesus Cristo é fonte de alegria.
Quem O conhece não pode andar triste". Temos sempre que viver alegre, pois
o Senhor nos concede essa alegria. 01-02-2008. Estar na presença do Senhor nos
dá alegria e júbilo. Aleluia!
III - Precisamos
que Deus restaure o poder em nós
Israel
detinha a fonte de sua força: comunhão com Deus, assim o Senhor está satisfeito
e alegre com seu povo, pois como declarou Neemias: "a alegria do Senhor é a
nossa força" (Ne 8:10).
Muitas
vezes, pelo nosso descuido, sentimos que nos falta a força, o poder divino,
o revestimento de poder (promessa divina) que nos oferece capacidade
espiritual para execução do nosso trabalho para Deus. Precisamos então, retornar
novamente à fonte, para novamente sermos abastecidos e assim, obtermos poder
espiritual, e prosseguirmos vitoriosos.
Ilustração: Sansão alcançou triunfos
extraordinários sobre os inimigos, pois Deus lhe concedeu uma força prodigiosa
que, inclusive, não vinha de seus cabelos, mas do próprio Deus. O fato de não
passar navalha em seus cabelos era apenas sinal de que Sansão era especial para
Deus. Sansão foi então, um instrumento
nas mãos de Deus para a destruição dos filisteus. Descuidando-se, porém, retirou-se
dele a sua força. E a Bíblia apresenta um detalhe profundamente triste: “Ele
não sabia que o Senhor havia se retirado dele” (Jz 16:20). Sansão
estava preso, com os olhos vazados, e acorrentado com cadeias de bronze,
constituiu-se alvo de escárnio dos adversários, com amargura de espírito e
profundamente abatido, clama ao Senhor
para que se lembre dele e lhe restaure o poder que havia perdido. Deus lhe
ouviu a oração e abraçando as colunas do templo de Dagon (deus filisteu),
inclinou-se com força, e a casa caiu sobre todo o povo que ali estava. Assim,
foram mais os mortos que matou em sua morte mais do que os que ele matou em
vida. Nosso Mestre foi o contrário: em sua morte trouxe muito mais a vida do
que quando estava vivo.
Sentindo-nos
incapacitados, devemos de modo idêntico, clamar ao Senhor que sempre está
pronto a atender o nosso clamor e a perdoar nosso pecado.
A
força que está em nós vem do próprio Deus e esta força é renovada porque
esperamos nele. O profeta Isaías dissera que “os que esperam no SENHOR
renovarão as forças, e subirão com asas como águias; ...” (Isaías 40:31).
2ª
Ilustração:
Há uma história sobre um grupo de missionários acampados na selva perto das
vilas e aldeias, mas também perto de uma colônia de chimpanzés selvagens. Em
cada final de tarde, voltavam das aldeias, acendiam uma fogueira e ficavam ao
redor contando as experiências e as bênçãos. Uma tarde, quando os missionários
regressaram viram os macacos que os imitavam: puseram lenha para fazer
uma fogueira, e estavam sentados ao redor da fogueira apagada se
"esquentando" como os missionários faziam nas noites frias:
esfregavam as mãos, faziam ruídos. Faltava, porém, algo importante naquela
fogueira: o fogo. Era apenas uma imitação. Aplicação:
Assim é com a igreja: sem o fogo do
Espírito, a igreja não tem sentido. Parece mais um clube religioso, é uma
mera reunião de amigos, de gente idealista, mas não é uma igreja onde Jesus
Cristo é Senhor. É uma mascarada, uma fantasia, falta à essência de Deus pela
manifestação real de sua presença. (Adaptado da Fonte: Walter Santos Baptista,
em estudosgospel@grupos.com.br).
Na igreja de Laodicéia (Ásia) o Sr. Estava do lado de fora da igreja (AP.
3:20), querendo um espaço para manifestar seu poder. A bíblia nos diz, através
do apóstolo Paulo que “aonde está o Espírito Santo, aí há liberdade” (II Cor
3:17). Permitamos que o Senhor seja soberano em nossas vidas e que a chama do
Espírito Santo inflame nossos corações para realizar a sua obra. Que Ele
restaure em nós o poder para realizar proezas, para que o seu soberano e
sublime nome seja sempre glorificado. Aleluia!
IV - Precisamos que
Deus restaure nosso ministério
Cada
crente tem uma missão aqui na terra, tem um ministério a desenvolver, tem uma
tarefa para desenvolver no reino de Deus e no mundo. Somos Seus cooperadores e
Ele quer que sejamos fiéis no serviço que nos foi confiado. Infelizmente,
muitos, por qualquer motivo falham, negligenciam e isso traz prejuízos para si
e para o reino de Deus.
1ª Ilustração: Jonas é um exemplo típico disso.
Enviado a Nínive ele desobedeceu à ordem divina, tomando direção contrária,
indo para Társis. Embora culpado, embarcou no navio e desceu ao porão e ali
adormeceu, indiferente. Mas, por sua causa sobreveio um terrível temporal; e o
navio quase naufragou, colocou em risco a vida de todos que viajavam e grandes
prejuízos materiais. Depois de muito sofrimento da tripulação, o profeta
reconhece ser o responsável pela tragédia, sugeriu que o lançassem ao mar, sabendo que ia morrer. Lançado ao mar,
Deus lhe envia um grande peixe para que apenas o engolisse e assim sua vida
fosse preservada (até a natureza obedece a Deus). No ventre daquele grande
peixe, Jonas humilhou-se e orou ao
Senhor; que misericordioso, o atendeu ordenando ao peixe que o lançasse na
praia, em Nínive. Depois de restaurado à
posição profética o Senhor lhe deu ordem novamente: “Levanta-te e vai a grande cidade
de Ninive, e anuncia a mensagem que eu te disse” (Jn 3:2, 3).
Obedecendo, o profeta se tornou uma benção e pela sua pregação milhares de
pessoas se arrependeram e foram salvas da destruição - 120 mil pessoas (4:11).
Se, temos sido negligentes ou rebeldes à vontade de Deus, precisamos nos
arrepender e com humildade suplicar o Seu perdão, e Ele nos usará para o
progresso de sua causa e salvação de muitas vidas. Aleluia!
Precisamos
do poder de Deus para realizar a sua obra.
2ª Ilustração: Um grande cirurgião tinha um
hábito peculiar antes de cada operação. Ele ia ao quarto do paciente apenas por
um instante e depois saía. Por causa de sua grande habilidade, um dos médicos
mais jovens lhe perguntou se esse costume tinha alguma coisa a ver com sua
perícia e sucesso. A sua resposta foi: "Sim, existe uma grande relação de
fé. Antes de qualquer cirurgia eu peço ao Grande Cirurgião que esteja comigo e
me guie em todo o meu trabalho. Há ocasiões em que eu não sei o que fazer de
imediato, mas logo vem um poder que
sei ser de Deus. Eu não concebo começar uma operação sem pedir a ajuda de
Deus". A história deste cirurgião vai mais adiante. Um dia um pai chegou
no hospital com sua filha e logo pediu: "Eu quero aquele médico que
trabalha com Deus". Que lugar; damos a Deus em nossas vidas, em nosso
trabalho e em nossas decisões. Temos crido que somos auto-suficientes e que não
precisamos de nenhuma ajuda, nem mesmo de Deus ou reconhecemos que "com
Cristo no barco tudo vai muito bem" e que as chances de obtermos pleno
sucesso são muito maiores? - Paulo Roberto Barbosa.
Os crentes não poderão realizar
esta obra, e não estiver revestido com o poder de Deus.
Citação: Moody testemunha, cheio do poder
espiritual: Testemunho sem poder é insensatez, e perguntava: "Quando os homens aprenderão que não
podem fazer a obra de Deus sem o poder de Deus?".
Conclusão:
Se
algo em nossa vida embaraça e atrapalha nossa perfeita comunhão com Deus,
ofuscando o brilho de Sua luz em
nós, apagando o senso de Sua presença;
se em conseqüência do pecado desapareceu a nossa alegria; foi embora o fervor,
o vigor, nos sentimos fracos, abatidos, incapazes para a realização do trabalho
que nos foi entregue, voltemo-nos sem demora, e caiamos aos pés Cristo,
clamando sincera e humildemente “Senhor,
restaura-me!” e sejam nossas as palavras do profeta: “Renova, Senhor, os nossos dias
como antes” Lm 5:21b.
Não
fique prostrado, não fique paralisado pelas investidas do inimigo. O Senhor te
diz da mesma forma que falou com o profeta Ezequiel: "Levanta-te e falarei
contigo" (Ez 2:1), ao profeta Jeremias o Senhor revelou: "Clama
a mim, e responderei a ti, coisas grandes e firmes que não sabes"
(Jr. 33:3). Não fique prostrado; levantar-se é um ato de atitude e coragem diante do Senhor em dizer: "Eis-me aqui, envia-me a mim.". A chama divina lhe faz estar preparado para este momento.
Ilustração: No filme "Paixão de
Cristo" uma cena chamou-me bastante a atenção: quando Jesus a caminho do calvário, cansado e
exausto, tomba (cai) ao chão, sua mãe Maria, corre ao seu encontro, motivada por uma lembrança passada com o menino Jesus; ela põe-se diante do Senhor; e o Sr. Jesus,
mesmo em tanto sofrimento diz: "vê, eu renovo todas as
coisas". Foi por isso que Ele veio, e prometeu voltar para buscar
aqueles que com Ele fizeram aliança. Jesus vem buscar o seu povo que se renova
a cada dia pelo poder do seu amor. Aleluia!
Levanta,
clama, o Senhor te chama, Ele te restaura hoje, sinta a comunhão, a alegria dos
céus invade seu coração. Jesus renova sua vida; és princesa e príncipe do
"Rei dos reis e Senhor dos senhores". Ele te salvou, não foi para
viver triste, angustiado, apreensivo com o que vai acontecer, mas para viver no
sobrenatural, e poder levar a mensagem do evangelho de Cristo; e para que o Seu
nome que está “acima de todos os nomes” seja glorificado. Sinta a glória do
Eterno te envolver e adore ao Senhor pela grande obra de renovação em tua vida.