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quinta-feira, outubro 03, 2013

O JUIZO DIVINO E O DERRAMAR DO ESPÍRITO SANTO DE DEUS

TEXTO: Joel 2:15-18

Introdução: Queridos irmãos, Igreja de Cristo e simpatizantes da fé cristã: estamos diante de um tema que nos empolga e faz alegrar nossa alma. Pois, quando fazemos referência ao profeta Joel, nos lembramos de avivamento e uma grande efusão e manifestação do Espírito Santo, o que aconteceu no dia da festa de pentecoste em Jerusalém. Joel é considerado o profeta de pentecoste, de avivamento. Sabemos também que ele foi o filho de Betuel, e seu significa “Jeová é Deus”, por isso é bem provável que sua família era fervorosa; os seus pais eram adoradores deste Deus sublime e maravilhoso que criou o universo, o mundo e todo ser vivente e por último criou o homem: coroa de toda a criação.
Contemporâneo dos profetas Elizeu, Amós, Obadias e Jonas; profetas de Judá, do reino Sul (2Cr 11:1,12). Naquela época, o rei de Judá era Joás, o filho de Acazias.
O propósito principal do profeta era de alertar o povo judeu, acerca do juízo de Deus (o Dia do Senhor). O “dia do Senhor” é mencionado 5 vezes, só no capítulo 2, é mencionado por 3 vezes.

O livro de JOEL foi escrito entre 835 a 800 anos a.C. e destes 800, o Senhor Deus ficou por 400 anos em silêncio sem falar por profetas à nação de Israel. Após este tempo, viria a realização do plano divino para salvar o ser humano: Jesus Cristo, o Salvador.
O destaque do livro é para dois grandes eventos:
  1. A invasão de gafanhotos e um inimigo invasor
No cap. 1 o profeto relata de uma calamidade instalada: o ataque dos gafanhotos às lavouras junto com a seca trazem prejuízos nas colheitas e consequentemente na sustentação das famílias da nação de Judá. Pesquisas revelam que há mais de 400 espécies de gafanhotos. O profeta referiu-se apenas a quatro (04) espécies que já fazem estragos devastadores.
1) Gafanhoto cortador – sem asas, ele corta parte do fruto da lavoura.
2) Gafanhoto migrador – gafanhoto que surpreende a lavoura para pegar a outra parte deixada pelo gafanhoto cortador.
3) Gafanhoto devorador – desenvolve pequenas asas e não voa, mas pula bem. Ao atacar os frutos da lavoura, o agricultor já não pode vender os frutos que já está todo arrebentado.
4) Gafanhoto destruidor – pulgão com asas; o poder de extermínio é arrasador. Traz prejuízo total não somente na lavoura, como até mesmo o próprio agricultor.
Todavia, no cap. 2 o verbo utilizado pelo profeta muda, e ele passa a predizer o que está por vir, o ataque de uma nação inimiga que será pior do que o primeiro estado.
Por isso a visão do profeta esta focada numa só direção (o Dia do Senhor) “Porque o Dia do Senhor vem... dia de escuridade e densas trevas... grande e terrível” (2.1-2,31).
Devido a praga dos gafanhotos e a estiagem, até os cultos no templo estavam afetado prejudicados, uma vez que a escassez de cereais e de vinho exigiu a restrição das ofertas e libações (1.9,13, 14, 16; 2.14-15).
Nestas circunstâncias, o profeta Joel conclama aos sacerdotes que convoquem o povo de Judá para que se reúna no Templo, em assembleia (1.14; 2.15-16), a fim de jejuar e prantear diante do Senhor e, acima de tudo, para demonstrar arrependimento sincero (2.13).
  1. A efusão do Espírito Santo
Eis uma receita para o avivamento: Joel 2: 15 a 17
Ø Tocai a trombeta em Sião, Santificai em jejum, 
Ø Proclamai uma assembleia solene, congregai o povo, 
Ø Santificai a congregação, ajuntai os anciãos, 
Ø Reuni os filhinhos, saia o noivo da sua recamaras e a noiva do seu aposento.
Ø Chorem os sacerdotes e orem: Poupa o teu povo, ó Senhor.

Há, portanto, quatro maneiras inevitáveis (apontadas pelo profeta) para vivermos um grande avivamento e escaparmos do Juízo de Deus sobre a humanidade caída.
1)   Conversão. (2:12, 13). Não apenas de lábios, mas de coração. O mestre Jesus disse claramente o que antes fora dito pelo profeta Isaias (29:13): “Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim.” . (Mateus 15:8)
(I Ts 1:9b – “… deixando dos ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro”.)
(I Pedro 2:9) -  “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;”.
Pedro cheio de unção, pregando no dia do derramamento do Espírito, clamou para todos ouvirem: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do SENHOR.” (Atos 3:19) Naquele dia foram quase três mil almas que se converteram a Cristo (At 2:41). O irmão Paulo, teve esta rica experiência, sendo ele perseguidor da igreja, aprouve a Deus separa-lo para evangelizar os gentios. O carcereiro diante de Paulo e Silas. “Crê no Senhor Jesus e será salvo você e sua família”

2)   Congregar. “… congregai o povo” Fala de união. Ninguém fica sozinho “Um ao outro ajudou, e ao seu irmão disse: Esforça-te.” (Isaías 41:6). O apóstolo Paulo para ilustrar a unidade da igreja  “Assim, pois, há muitos membros, mas um corpo.” (I Co 12:20)

3)   Santificação. “santificai a congregação” (v.16). Deus não quer apenas os rituais, o Senhor deseja ver Seu povo uma verdadeira reverencia, em obediência as suas leis; uma adoração sincera. O apóstolo Pedro repetiu para os crentes primitivos e ainda é a mesma para os dias atuais: “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; porque está escrito: Sede santos porque eu sou santo.” (I Pedro 1:15, 16).

4)   Priorizar a obra de Cristo. (v. 16) “… ajuntai os anciãos, congregai as crianças, e os que mamam; saia o noivo da sua recâmara, e a noiva do seu aposento.” (Joel 2:16). Ou seja, mostrem agora que o mais importante para as vossas vidas é adorar o único e verdadeiro Deus. É preciso compromisso, aliança com Deus.
Para realizar a obra é preciso estar cheio do poder que vem do alto. Deus em toda sua sabedoria; sabe perfeitamente que o homem sem o Seu Espírito está sujeito ao fracasso. Em toda história tem sido assim, nada é realizado sem o auxílio do Espírito Santo. Ilustração: A figura que podemos comparar do sem o Espírito Santo, é a figura de um suíno (um porco); este não pode olhar para cima.
O mestre Jesus ao ensinar que seus discípulos não precisam andar ansiosos com o que “haveis de comer, ou que haveis de beber, e não andeis inquietos”, mas “Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Lucas 12:31). (Lembrar de 102 anos da Assembleia de Deus no Brasil).

CONCLUSÃO:
Nos capítulos 2 e 3, o profeta Joel procurou alertar e trazer esperança, pedindo ao povo que se voltasse para Deus, em busca de perdão, enquanto ainda há tempo. Ainda há uma saída. Consagração. O Senhor quer um verdadeiro arrependimento e conversão; uma mudança interna, um coração contrito.
Quanto às colheitas e o cativeiro, Deus zeloso pelo seu povo, tem promessas de restituição de tudo que o destruidor arruinou, há promessa de trazer tudo o que se havia perdido. Mas, quanto à promessa de efusão do derramamento do Espírito Santo, que antes, na Antiga Aliança era apenas para três tipos de pessoas escolhidas por Deus: Reis, Sacerdotes e Profetas. O profeta Joel foi usado por Deus para fazer a mais profunda das revelações que envolvem, não só a nação eleita de Israel, mas a todos quanto o ‘Senhor chamar’ (At 2:39).
Na Antiga Aliança - Nm 11:29 (Eldade e Medade eram escolhidos, mas não estavam entre os escolhidos ao redor da tenda, estavam do lado de fora, mas foram cheios do Espírito Santo e profetizaram. Moisés desejou que toda a nação de Israel tivessem o Espírito de Deus e profetisassem)
Depois de expor as calamidades que estava por vir, o profeta clama em alta voz: “E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.” (Joel 2:28).

Porém, com o cumprimento da profecia que tem o início em Atos 2, agora o Senhor promete derramar do seu Espírito “sobre toda carne”, ou seja, sem acepção de pessoas (Joel 2:28; At 2:).

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