A oração e jejum são princípios inseparáveis que
fazem parte da carreira de fé do servo e da serva de Deus que anela por uma
vida vitoriosa em Cristo Jesus. Por mais que conhecemos, ser a oração de suma
importância para a nossa vida, ainda assim é pouco praticada, por nós cristãos. Quanto ao jejum, muitos hoje vêm como um
sacrifício desnecessário e que para Deus nos abençoar não é necessário. O nosso
objetivo neste estudo é provar que não é bem assim, e que desde o gênesis da
humanidade, Deus guia o homem por este caminho.
A definição
de oração como já sabemos é
conversar, dialogar com Deus. A oração é “a respiração da alma”, sem ela não
temos vida espiritual com Deus. Por isso que o adversário tenta contra as
nossas vidas, nos afastando da oração sincera. O nosso mestre em seu ministério
terreno, para ter vitória sobre o mundo espiritual, viveu em constante oração.
Para a definição
de jejum, precisamos ter em mente a
definição correta do que seja jejum para
depois conhecer as razões pelas quais
devemos jejuar. Vejamos então,
primeiramente o que não é jejum:
Primeiro: jejum
não é barganhar com Deus e obter algo em troca; não é uma forma de pressionar
Deus a fazer o que queremos. Ele é soberano e faz tudo conforme a Sua vontade
(Lembremo-nos de Davi: mesmo jejuando, Deus não poupou o primeiro filho de
Davi, fruto do pecado). Leia II Sm 12:16-23.
Segundo: jejum
não é greve de fome em protesto a alguma ação que as autoridades precisem
decidir, seja em pró do meio ambiente, segurança pública, família ou qualquer
outro assunto.
Então, o que é Jejum? Jejum é “abstinência parcial ou total de alimentos” e juntamente com a
oração, nos faz transportar do natural para o espiritual. Por isso, a
importância de jejuarmos, o apostolo Paulo já dissera que o homem “natural” não pode entender os assuntos
espirituais. Mas, somente o homem “espiritual”
é capaz de discernir qualquer assunto em conformidade com a ótica divina (II Co
2.14, 15).
Portanto, se quisermos viver no sobrenatural de Deus,
precisamos praticar a oração e o jejum, como o próprio Jesus praticou em seu
ministério (Mt 4:2) e designou seus seguidores para que fizessem o mesmo (Mc
2:19; Lc 5:34, 35).
Enfim, se
quisermos viver no sobrenatural de Deus, precisamos confiar nestas armas.
Posteriormente estaremos meditando mais profundamente sobre o jejum. Prepare-se
para viver uma nova dimensão espiritual. Leia atentamente Juízes cap. 20, e
perceba que esta passagem bíblica nos faz entender que “onde a
oração para, o jejum prossegue”. Prossegue sim, até o momento em que alcançamos
o desejado. Glória Deus!
As razões pelas quais o crente deve jejuar
Já vimos na introdução teste tema, a definição correta de
jejum, bem como a razão pela qual devemos jejuar. Vejamos mais profundamente
sobre as razões que nos conduz a praticar o jejum na vida de fé cristã. Em
Juízes 20, temos um relato dramático que mostra a guerra entre irmãos (Judá e
Benjamim), onde Deus permitiu e autoriza que a nação de Israel fosse à guerra
contra a tribo de Benjamim, mas por duas
vezes não prevaleceu. A vitória veio somente quando o povo jejuou (v. 26).
Aprendemos aqui, que aonde para a oração, o jejum favorece um prosseguimento
vitorioso. Lembra o que aconteceu em certa ocasião com os discípulos na
ausência do Mestre? Eles oraram para expulsar o demônio do rapaz, mas não
conseguiram (Mc 9.18), pois lhes faltou a fé necessária que os levam a obedecer
e reconhecer as necessidades de jejuar (vs. 19, 20). Ao questionarem a Jesus o
porquê não puderam fazer o mesmo, o
Senhor lhes respondeu que: “certas castas de demônios não sai, a não
ser por meio do jejum e da oração” (Mt 17.21 e Mc 9:29). Jesus definiu
aquela geração como sendo incrédula e questionou se quando na sua volta
encontraria fé na terra entre os homens (O homem natural precisa tornar-se
espiritual para obter a condição necessária que resulta em comunhão com
Cristo). Observe duas razões importantes que nos levam a conclusão de que devemos
orar. Não por uma imposição de homens, mas como sendo guiados pelo Espírito
Santo de Deus.
1) As limitações e fraquezas. O Criador ao
formar o homem, o designou de corpo, alma e espírito com o propósito de que o
espírito seja rei, a alma serva e o corpo escravo. Porém, com a queda do
primeiro Adão estas posições se inverteram; daí vem: o corpo reina, a alma
continua serva e o espirito, escravo. Nesta última situação, o ser humano fica
sobrecarregado de medo, dúvidas, temores, egoísmo, motivação própria, falhas, falta
de fé e outros frutos e atributos da carne. Somente uma vida com propósito
diante de Deus para com o auxílio do Espírito Santo, mudar este quadro.
2) Restauração espiritual. O primeiro
casal feito à imagem e semelhança de Deus fracassa porque não jejuam do fruto,
inicialmente proibido por Deus. Porém, se o primeiro Adão fracassou o segundo
obteve vitória. Observe que ao proibir que o homem comesse do fruto da árvore
do conhecimento do bem e do mal, foi o primeiro teste de obediência. Para
tristeza de Deus e sofrimento da humanidade, Satanás venceu, e eles comeram. O
segundo Adão, porém vence e não é no Éden, jardim de prazeres e comodidade
tinha de tudo em volta. Mas, no deserto é uma situação contrária e adversa.
Isso mesmo, Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo para ser provado no pior
lugar do mundo, pois no deserto o sol é causticante (50o); é
provável que não houvesse água e nem sombra. O primeiro Adão aceitou e comeu; o
segundo recusou e venceu, prova disso é o ministério poderoso realizado por
Jesus.
Conclusão:
Não
apenas, devemos conhecer bem os conceitos bíblicos sobre jejum e oração, mas
sim coloca-los em prática em nossa carreira de fé cristã. O nosso Mestre considerou estas
práticas como algo natural, inerente à vida Cristã. Em outras palavras, o
Senhor deixou bem claro a Seus discípulos e interlocutores que a "oração" e o “jejum" desempenhariam um
importante papel em suas vidas após a Sua partida. As palavras do Senhor não
mudaram e ainda são válidas em nossos dias. Se você é um discípulo do Senhor
Jesus também orará. Se você é um discípulo, então você jejuará.
Lembrando
que sua utilização não é para menosprezar os debilitados na fé ou exibicionismo
diante dos homens para ganharmos respeito e autoridade. Pois, para aproximarmos
de Deus é preciso um espírito de humildade e coração quebrantado (Sl 34.18;
51.17; e Lc 18.10-14). Agindo assim, esses elementos certamente nos conduzirão sempre
à presença do eterno Deus e teremos grandes vitórias espirituais e materiais
serão consequências.
Portanto,
se quisermos vencer os desejos e paixões carnais que nos tornam inimigos de
Deus (Tg 4.4), devemos então, viver uma vida separada de jejum e oração, para
obtermos intensa comunhão com Cristo a sermos assim, bem sucedidos na
trajetória de fé cristã, rumo a Jerusalém celestial. Amém.
Referência:
- Borges, Jonas - Jejum & Oração: As Armas Infalíveis.
- O poder secreto do jejum e da oração. Mahesh
Chavda
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